A ministra de Indústria e Turismo da Argentina, Débora Giorgi, assegurou hoje que a restrição às varias importações impostas o ano passado protegeram a indústria argentina e 563.880 postos de trabalho.
De acordo com o ministério, os estudos realizados revelam que as medidas foram favoráveis principalmente nos setores têxtil, calçado e plástico.
As medidas contra o comercio desleal impostas a produtos do Brasil, Paraguai, Uruguai e China, entre outros, tinham como objetivo proteger a indústria argentina.
"A aplicação de licenças não automáticas de importação resguardaram empregos nas indústrias têxteis, madeireiras, de maquinaria e de bens de capital", disse.
Como conseqüência das restrições, "o setor têxtil conseguiu manter a segurança de mais de 360.000 postos de trabalho, o setor moveleiro 60.400, e o de bens de capital 50.000".
De acordo com o governo argentino, com essas restrições se "impulsionou o crescimento de novos setores, como o de calçados esportivos", e no ano passado, "uma dezena de empresas estrangeiras anunciaram investimentos de até 80 milhões de dólares e criaram 4.000 postos de trabalho."
Para Giorgi, a imposição “das barreiras às importações foi positivo para a atividade e emprego como evidenciado pelas estatísticas oficiais”.
A ministra recordou também que "a produção têxtil iniciou 2009 com 62,6% de uso de sua capacidade instalada e fechou o ano com 82,8% e que algo similar ocorreu com a produção de borracha e plástico, setor no qual se impuseram medidas contra o comercio desleal ao ingresso de pneus da China".